Luta #05: James Harvey King VS Striker, o dragão fantasma

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Luta #05: James Harvey King VS Striker, o dragão fantasma

Mensagem  ycarowr em Ter Abr 16, 2013 11:54 pm




Farol Moujher
Sabe-se que a casa do Farol Moujher foi abandonada há cerca de 200 anos, após o suicídio dos membros da família Moujher, e por muito tempo ela permaneceu desolada e esquecida.

Cidadãos locais afirmaram que certas noites luzes acendem e os fantasmas da família jantam na casa. Outros, retrucam afirmando que são adolecentes fazendo bricadeiras e usando drogas. Há também relatos de pescadores que quando o tempo ou a maré está ruim, de longe o brilho do farol indica o caminho até o cais. Mas conforme se aproximam ele se apaga e não volta a acender.

Hoje o terreno da casa foi vendido a empresa armamentista W.I.F. para uma suposta reforma e ampliação do farol. Bon, um espião do governo vigia os arredores da casa, pois especula-se que ela tornou-se sede geral do projeto Nova Tacoma. O qual membros infelizes do alto escalão do país arquitetam um golpe de estado.

A luta deve ocorrer nos arredores da casa. Não exatamente em um ponto ou hora específicos, fica a critério dos jogadores.

Status negativo: Bon é um espião do governo e está encarregado de vigiar a casa. Caso ele esteja em ronda, qualquer barulho pode faze-lo sacar a arma ou chamar reforços.

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Re: Luta #05: James Harvey King VS Striker, o dragão fantasma

Mensagem  KAOz em Qua Maio 01, 2013 1:01 pm

O ronco do motor e o sol matinal que despertava Washington e batia fortemente nos seus óculos escuros, pareciam ser os inimigos mortais da maldita ressaca em que se encontrava. Como se isso já não bastasse para lhe agourar o bom humor, sua mente insistia em lembrá-lo que a cada minuto que passava estava mais atrasadamente fodido. E isso não era bom. Não que as coisas não fossem dar certo no fim das contas, mas ele conhecia muito bem o tipo de gente com quem estava negociando: o tipo que faz de tudo para levar um tiro. E ele não queria ter de fazer isso.

Entrou no arranha-céu e logo se sentiu aliviado com a suave iluminação do hall. Dirigiu-se ao restaurante e sentou-se junto ao homem gordo. Tirando o atraso, tudo ocorria exatamente como havia o combinado.

– Você quer me foder? Está 30 minutos atrasado – disse o gordo – eu sou um homem de negócios, não tenho o dia todo! Achei ter sido bem claro. – James pensou seriamente em quebrar alguns dentes do bastardo ali mesmo, mas achou que não seria uma boa idéia. Não com todos aqueles guarda costas que disfarçadamente enchiam o local, lendo seus noticiários e tomando uma xícara de cappuccino.

– Eu estou aqui, não estou? Agora vamos ao que interessa – colocou a maleta em cima da mesa, abriu e fechou 5 segundos depois, guardando-a novamente entre os pés. – Fiz o melhor que pude, e meu amigo, isso significa muito. Essas belezuras fazem menos barulho do que um peido. Onde está a grana?

O gordo arrastou a maleta por baixo da mesa até encostar na perna de James. Tinha uma olhar sério, um olhar que o Young Bullet não gostava.

– Tem apenas a metade. A outra virá quando completar a segunda parte do contrato – James apoiou uma das mãos sobre a mesa e a outra agarrou o colarinho do gordo, que deu um guincho fino de medo, fazendo com que 10 homens automaticamente cercassem a mesa.

– Não brinque comigo, seu saco de merda, ou eu juro que vou enfiar essa maleta no seu cu. Tudo que eu tinha de fazer era trazer a porra da mercadoria, e me parece que cumpri a tarefa muito bem.

– As coisas mudaram, Bullet... Tem um agente no nosso calcanhar, e achamos que você é a melhor opção para tirá-lo de circulação... Mas não se preocupe, você será muito bem recompensado.

A palavra recompensado era boa de ouvir. James realmente gostava dela. Mas quando se usa a expressão “muito bem” antes de dizê-la, ai ela se torna inexplicávelmente magnífica.

– Seja breve. Não sei quanto tempo ainda consigo olhar para sua cara sem fazer um furo nela.

E agora estava ali. Dirigindo sua moto em rumo a mais um serviço sujo, coisa que se tornou frequente nos últimos meses, depois que começou a vender seu trabalho para máfia. Sabia que tudo isso ia contra o que aprendeu, contra tudo o que Pierre lhe ensinou... mas e dai? No fim das contas o que importa é o dinheiro que está no seu bolso. Isso sim é o que importa. A verdade doía, mas ele tinha que admitir, estava em uma fase onde a palavra “foda-se” aparecia em sua mente com mais frequência do que “sexo”.

Matou algumas horas pela cidade e foi em rumo ao farol. Não queria pensar em como agir, as coisas teriam de acontecer no improviso, apesar de saber que não era algo profissional, não se importava. Não naquele momento. Estacionou a Black Sheep a alguns metros do farol e andou até o local. Sabia que o agente do governo não estaria ali naquele horário. Não era comum, e se estivesse, agiria como um cidadão qualquer. Inspecionou o perímetro do casarão e seus arredores, apenas para auxiliar sua furtividade e locomoção. Voltou para a Black Sheep e esperou. Quando o relógio bateu oito horas ele chegou. Não via James, mas James o via. Se esgueirou pelo arvoredo que tinha atrás do casarão e deixou que o homem andasse livremente. Queria deixá-lo confiante de que nada estava fora do normal. Ele caminhou para trás do casarão, tentando ser o mais cauteloso possível, mas não o suficiente para James Harvey King, que viu sua melhor chance e avançou. Sem fazer barulho, emergiu da escuridão e suavemente encostou o cano de Blasfêmia na nuca do sujeito, que automaticamente parou de se mexer.

– Faça qualquer movimento e este será o seu último. Vou lhe dizer apenas uma vez e quero que me escute com atenção.
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Prólogo: "Portal mal-colocado"

Mensagem  Striker Mandark em Ter Maio 07, 2013 8:49 pm

*De algum lugar próximo, ouvia-se um som no mínimo incomum. Similar a estática. Exatamente como uma TV esquecida ligada, sem canais sintonizados. A alguns metros de distância, pontos brancos e pretos podiam ser vistos flutuando sem direção aparente, porém num ponto fixo da área, a alguns centímetros do piso. Após algum tempo, esses pontos se materializam em uma porta de tamanho médio, flutuando no meio do nada. Algo que certamente seria considerado "inconcebível" e "fantasmagórico" pra grande maioria dos seres humanos. E surpreendentemente, a porta se abria de forma repentina, deixando à mostra um tipo de matéria negra, que se revolvia repentinamente. E da mesma saía um dragão... Do tamanho de um humano, caindo de cara no piso ao que a porta simplesmente desaparecia. Ele se levanta rapidamente, olhando em volta. Parece irritado.*

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TURNO 2 - Algo não está certo.

Mensagem  KAOz em Qua Maio 29, 2013 10:37 pm

– Faça qualquer movimento e este será o seu último. Vou lhe dizer apenas uma vez e quero que me escute com atenção – o sujeito levantou as mãos lentamente, como alguém que entende a situação perfeitamente – Essa área é minha, se é que me entende. Não o quero aqui e não quero também os da sua espécie – cuspiu. – Vou poupar a sua vida por educação. Agradeça meu tio por isso. Mas saiba... – James parou de falar abruptamente quando escutou um barulho incomum, vindo de algum lugar próximo. Varreu o local com os olhos mas não encontrou nada. O chiado velho e irritante cresceu até que finalmente ficou visível em partículas pretas e brancas, flutuando no ar. – O que... – a coisa se transformou em algo mais sólido, uma espécie de buraco temporal, desses que se vê nos filmes e, exatamente como nos filmes, algo saiu de dentro dele, algo que tinha uma aparência, no mínimo, assustadora.

Sem pestanejar, James pôs a mão esquerda no colete do agente e sacou desajeitadamente a pistola do sujeito, que por pouco não caiu no chão, e como um vento que sopra de repente, trocou as pistolas do posição, apontando Blasfêmia para a criatura bizarra e encostando o cano da outra na nuca do agente, exatamente como antes.

– Mas que porra é essa? – E com essas palavras, continuou olhando para a coisa, sem deixar de prestar atenção no homem à sua frente. A qualquer movimento brusco, sendo do agente ou da coisa bizarra, James atiraria. Sem pensar duas vezes. Ele estava nervoso, e isso não era bom. Nunca era bom sentir aquele frio na espinha. Algo não estava certo. Alguma maldita coisa não estava certa.
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Re: Luta #05: James Harvey King VS Striker, o dragão fantasma

Mensagem  Striker Mandark em Ter Jun 18, 2013 10:34 am

*O dragão olhava em volta, meio que ignorando a arma apontada para si. E se aproximava do casarão, desconfiado. Apesar das aparências, era possível ver que o mesmo era perfeitamente capaz de andar sobre as patas traseiras e carregava um livro, aparentemente muito velho. Olhava pra cima, meio que notando alguma coisa estranha no segundo andar¹.*

¹: Striker aparentemente está fazendo seu serviço de "procurar" almas pelo local. Note que ele AINDA não atacou ninguém...

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Re: Luta #05: James Harvey King VS Striker, o dragão fantasma

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