Luta #07: Yorakk - The Blood Seeker VS James Harvey King

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Luta #07: Yorakk - The Blood Seeker VS James Harvey King

Mensagem  ycarowr em Ter Fev 25, 2014 12:42 pm

On The Weathertop





Universe: The Lord of the Rings

Description: The Weathertop is the name of some hill located in east of Bree village, between Rivendell and The Shire, reached by Greater East Road. The hill is a very important spot used to spend the night, frequently by passengers and travelers on the region. On the top there are ruins of a old tower in very bad conditions. Oftentimes the spot can be used by bandits to ambush novice travelers. The ruins can be reached by a small way around of hill.

Negative Status 1: In 6 turns Frodo, Sam, Merry and Pipin will come to Weatertop.
Negative Status 2: In 8 turns The 9 Nazguls will come to Weatertop looking for Frodo and The One Ring. Nazguls are immortal faceless creatures wearing a dark mantle. They are equipped with poison blades and look for the One Ring to Sauron, their master.

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Re: Luta #07: Yorakk - The Blood Seeker VS James Harvey King

Mensagem  KAOz em Seg Nov 03, 2014 9:56 am

De repente tudo some. As pegadas, a relva amaçada, os ruídos, tudo. Agora entendo porquê o chamam Passolargo. Não, eu não tinha planos para aquela noite a não ser a cerveja, o melhor fumo do mundo, e as histórias que se contam no Pônei, mas aqueles malditos anõezinhos estavam exalando um cheiro de “tem-algo-muito-estranho-por-aqui”. Qualquer caçador há algum tempo no mundo notaria, ainda mais quando cochicham segredos com um andarilho que notoriamente não pertencia àquele lugar. Fosse só por isso, eu apenas tomaria nota, mas a coisa me intrigou a um novo nível quando aquele nanico magicamente desapareceu no chão. Eu não poderia ter deduzido nada sozinho, mas a expressão na cara dos outros comparsas não deixaram dúvidas: Aquilo era importante e não deveria ter acontecido. Já vi coisas muito mais fantásticas do que um homem se tornando invisível, mas aquilo era totalmente diferente. Existia uma força estranhamente convidativa envolvida. Uma força que me chamava, me atraia, como se fosse dois belos pares de seios, só que melhor.

É difícil explicar a sensação. Naquela noite eu presenciei tudo e mais um pouco. Os cavaleiros negros surgindo na noite, a luta, o anel.

A frustração rapidamente vira raiva quando você está no meio da mata, a noite, molhado e sabe que o que você procura sabe que você não irá achá-lo. Eu deveria voltar para Bri agora mesmo e esquecer de tudo isso com uma boa dose de hidromel fervido, mas meu orgulho agora está assumindo as coisas por aqui.

Subo na maior árvore que enxergo naquela escuridão numa tentativa desesperada de conseguir ver alguma coisa. Claro que é um ação inútil, mas estou puto. Além do mais, voltar para Bri agora seria cansativo demais.

Tudo que vejo é nada. Apoio minha testa em um galho gelado e mucoso e praguejo mentalmente todos os envolvidos. Porque eu estava ali? Queria voltar no tempo e nunca ter saído da estalagem.

Um barulho distante ecoa.

Levo meus olhos rapidamente na direção do som mas não consigo ver muita coisa, a não ser algumas pedras rolando no alto daquele monte, que são a origem do barulho. Uns 500 metros. Não, 400.

A nuvem que tapava a lua se afasta .

Destino? Melhor não duvidar, meu tio sempre dizia. Consigo ver um vulto por alguns segundos. Uma presença viva sumindo entre as pedras na montanha. Parecia um humano, mas podia ser um animal. Alguém ou alguma coisa provavelmente subia o monte, pisou em falso e um bloco de pedras desmoronou. No cume daquela pequena montanha haviam coisas que brilhavam sob a luz da lua. Eram pedras. Ruínas. Um bom local para passar a noite ou se encontrar. Um bom local para…

Dez minutos depois e eu estou subindo. Apesar de rochoso, o lugar tinha uma vegetação rasteira e era razoavelmente úmido. Dois minutos mais e eu encontro o local do desmoronamento. O caminho que contorna o monte era estreito e em más condições, o que explica o incidente. No final do caminho, já vendo de perto as estruturas da ruína, me aproximo silenciosamente. Nada parece se mexer lá. Não escuto barulho algum.

A lua cheia agora sem nuvens iluminava o local suficientemente para enxergar uns 15 metros, mas mesmo assim estava escuro. Me escondo nos destroços da entrada das ruínas e observo.

Nada.

Eu devo ter jogado pedra na cruz. Seja lá o que era aquilo, não está aqui agora e já não me interessa mais. Dou meia volta procurando um lugar para deitar e passar o resto da noite.

Foda-se.
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Re: Luta #07: Yorakk - The Blood Seeker VS James Harvey King

Mensagem  ycarowr em Qua Nov 05, 2014 8:07 am

 
   
    Abriu os olhos.

    Encontrava-se deitado em um lugar escuro. Nunca tinha visto algo assim antes na aldeia. Era macio, perfeito para passar horas dormindo. Sentia o chão e o teto se movimentar. Sem entender, esperou até os olhos se acostumarem com a penumbra. Breves dois minutos foram necessários para as vistas se adaptarem. E para concluir que o chão realmente balançava, a madeira estralava conforme o movimento, vai e volta. Já esteve em situação parecida, era uma daquelas embarcações esquisitas, dos homens de fora.

    Quando atiraram-no ao mar, acreditava que os deuses lhe forneceriam vigor para atravessar a nado aquelas águas intermináveis e que encontraria seu lar novamente. Mas pelo visto, haviam reservado algo diferente para seu futuro. Sentou-se no local macio e de cabeça baixa realizou suas preces. Sem chorar, Yorakk nunca chorava, um guerreiro jamais chora.

    Um lâmpeão na parede acendeu-se. Assustado, levantou-se e percebeu uma mesa de madeira na parede oposta. Dirigindo-se a ela encontrou uma pilha de pergaminhos, uma pena e um pote de tinta. A pena levantou-se.

    Feitiçarias.

    A pena mergulhou no pote, em seguida deslizou sobre um pergaminho como se um hábil xamã da tribo estivesse manejando-a. No final, voltou para dentro do pote de tinta.

    Parado, apoiado na mesa encarando o pedaço de papel Yorakk observou os traços por algum tempo e não entendeu absolutamente nada da escrita. Era algo que nunca tinha visto, não se pareciam com os símbolos de sua tribo.

    Ouviu um barulho a esquerda. A maçaneta da porta girou - Não havia percebido a porta ali - Em seguida revelou-se um senhor calvo e muito idoso. Vestia uma túnica branca surrada e encardida. Incontáveis rugas na face e nas mãos enfatizavam sua idade avançada. De olhos fechados ele exibiu um sorriso banguela e tocou sua mão. Instantaneamente, Yorakk soube o que havia lido e o que devia fazer.

    Pegou a pena, e rabiscou algo que significava seu nome. Haviam tantos outros nomes ali, incontáveis.

    Novamente sorrindo, o velho fez sinal para Yorakk sair do cômodo. Enquanto ia para fora ele deslocou-se para onde Yorakk estava deitado minutos atrás. A porta fechou-se e de fora pode-se ouvir um barulho de fechadura. Sem querer, esbarrou de frente com um homem jovem de cabelo e cavanhaque ruivo. Ele tinha uma pinta no canto do rosto e lhe dirigiu a palavra.

    - Ora, mas não é este o nosso novo tripulante? Indiozeira, prazer. Sou o Capitão Sebastian.
   
    Inicialmente Yorakk estranhou todo o palavreado daquele marujo forasteiro. Mas de alguma forma, como no momento em que escreveu seu nome no pergaminho, ele não só compreendeu as palavras ditas. Mas soube responde-las.

      - O que você quer comigo, onde estou? - Retrucou secamente.

    Acalme-se amigo, aqui todos devem se tratar da maneira mais pacífica possível. O Redentor não aprova essas atitudes. Apenas com os alvos. Sente-se aqui, temos comida e água. Vou lhe explicar - Ele indicou uma mesa.

    Sebastian revelou-lhe.

    Agora ambos fazem parte da tripulação do Redentor, ou coletor de almas. Aquelas almas podres e corrompidas que não mereciam mais existir e deveriam ser extintas do mundo.

    Ele fora escolhido? Nunca imaginou que a deusa das almas, na verdade era aquilo, uma embarcação. Sentiu-se gratificado e ao mesmo tempo espantado, com raiva.

    Negou tudo.

    Ensinamentos dos xamãs da tribo diziam que muitas vezes os deuses aparecem de diversas formas diferentes. Porém, a representação de Kihiili, na tribo, era um cervo. Algo totalmente diferente, não pode ser verdade.

    A sua própria alma fora recrutada para ajudar no equilíbrio do mundo, quando ele estava no mar, a deriva. Este fora o seu teste. Era o que o capitão dizia.

    Yorakk não acreditou, ele que tinha a razão, sempre.

    Quis tratar com o velho, ele parecia mais confiável. Sentiu uma espécie aura semelhante a dos xamãs de sua tribo quando foi tocado. E de acordo com as palavras do capitão, O Sábio, era o mais velho da tripulação. Tinha todo o conhecimento sobre o redentor. Somente ele é capaz de entrar na sala trancanda e sair de lá com um novo tripulante. Ou um novo alvo, alguém a ser purificado. Todavia, ele era cego, surdo e mudo. Passava praticamente o dia inteiro meditando em alguma parte do barco. As vezes escrevia algo nos pedaços de papel.

    Ninguém sabe quando a sua própria missão iria terminar. O Redentor que decide, ele tem vida e vontade própria. Quem tenta sair, acorda novamente na sala fechada. E o processo se repete até ocorrer o aceitamento.

    E isto ocorreu nove vezes com Yorakk.

    Na segunda vez, conheceu outros tripulantes. Ron e Dixxie.

    Terceira, Dwaine. Simpatizou com ele.

    Quarta, O Sábio entregou-lhe uma mensagem dizendo: "Nem tudo é o que você quer que seja."

    Na quinta tentou fugir com um bote roubado. Mas caiu no sono segurando os remos e acordou na sala trancada. Seu nome ainda estava escrito no pergaminho.

    Sexta, encontraram terra firme e ele fugiu correndo. Parou para descansar e adormeceu.

    Setima, viu a segunda forma do Redentor. Ele voava, mais alto que as aves. Dixxie disse que aquilo se chamava dirigível. Era assim que entravam em terra firme. Ele adorava pilotar aquela coisa.

    Viu Ron lutar com um alvo e ganhar. Viu Dixxie perder e Dwaine dar conta do alvo. Aquele maldito Dwaine, luta bem.

    Na oitava o Sábio saiu da sala com as coordenadas e o nome de Yorakk em um pergaminho. Era sua vez de lutar. Isto o tranquilizou por uns dias.

    Dias voando.

    Dias ouvindo as piadas de Sebastian.

    Pulou.

    Acordou. Seu nome estava lá ainda.

    Dwaine lutando. E ele luta bem.

    Sebastian lutando. E ele luta bem.

    Dixxie luta mal, mas pilota como ninguém.

    Prepara as armas.

    Ron é bom. Principalmente com armas de longo alcance.

    Velho medita.

    Cume do monte aparece no horizonte.

    - Sua vez - Indagou Sebastian - Vá, lute, mate e fique mais próximo de casa.

    E ele foi. Sentia falta daquilo. Uma caçada. Chegou a montanha durante a noite. Camuflou-se falando baixinho seu feitiço e subiu. Passo a passo. Sem pressa. Um predador astuto precisa localizar a vítima e preparar o bote.

    No topo, ele mordeu os lábios de tanta ânsia ao fixar os olhos na vítima logo em frente. Ela parecia procurar algo na escuridão. Dentro de uma ruína abandonada no topo de uma montanha. Em Haras havia algo muito parecido, era chamado de Pico dos Vigias. Sem dúvida Yorakk considerava aquele um belo túmulo.

    Yorakk também sabe quando alguém procura uma batalha, sem dúvida, o inimigo parece preparado, está atento, buscando alguém. A lebre as vezes é traiçoeira.

    O terreno arenoso pode atrapalhar um pouco na investida, mas a noite ajuda, e muito. Yorakk anda de lado, a miseros passos, flanqueando. A arte da caça necessita de três coisas: calma, um momento de distração e a  rápida execução.

       A calma vem primeiro, a partir dela que surge o momento, um vacilo. Como neste caso,  quando o inimigo vira-se. Mostrando o flanco ao predador, que sem hesitar, executa uma investida rápida e agressiva. Olhos destreinados, diriam instantânea e mortal.

    O primeiro golpe deve ser  fácil de defender. É apenas para dar margem a um ponto cego. Já o segundo entra exatamente no ponto cego, é o principal. Este deve fazer sangrar, a lamina entra limpa e sai vermelha.

        Após o segundo golpe, Yorakk desfere algum golpe que faz o inimigo perder a noção do espaço. Isto torna a fuga e camuflagem mais eficazes. Geralmente um soco ou chute na cabeça ou estômago resolve, nesse caso, uma cotovelada na têmpora.

    Por fim, tendo êxito ou não, ele se afasta do inimigo para um ponto de desfoque, rápido em um salto, para cima do pilar de uma ruína, por exemplo. É perfeito.

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Re: Luta #07: Yorakk - The Blood Seeker VS James Harvey King

Mensagem  KAOz em Qua Nov 05, 2014 9:31 pm

Não. Aquela noite ainda não havia terminado. No exato momento em que baixei minha guarda ele veio, rápido e certeiro. Sua intensão assassina se mostrou clara nesse instante, não fosse por isso eu estaria morto, fodidamente morto. Acho que essa é a vantagem de se caçar assassinos, afinal. Você acaba se acostumando com a presença deles, um frio que se concentra na nuca e se alastra por todos os ossos do corpo em uma fração de segundos, e que naquele momento me dizia apenas uma coisa.

Mova-se.

E foi o que fiz. A perna direita criou o impulso necessário ao mesmo tempo em que o tronco levemente se inclinou para trás. Agora entendo. Aquele desgraçado me ensinou bem. Sempre vire pela a direita, dizia. Se um ataque surpresa vier, é melhor usar a perna direita para o impulso. Tsc, eu nunca acreditei nisso, mas acontece que me acostumei. O treino era intenso, se eu não fazia certo, dormia mais dolorido.

A coisa afiada passou zunindo, rasgando jaqueta, camisa e até mesmo meu colar falsificado do exército onde numa das placas jazia escrito

“British Army
James Harvey King
Age 18 - Blood O”.


Eu realmente gostava dele.

A coisa afiada não cortou minha pele por algum milagre, mas Deus estaria sendo justo demais se isso fosse tudo, não é? Porque não testar se o Young Bullet continua rápido como nos boatos? Será que mesmo depois de encher a cara toda semana e mandar o treino pro espaço ele é capaz de desviar do segundo ataque executado por alguém tão rápido quanto Foxy e que…

Não. Isso é suficiente. A mínima visão que eu tinha da coisa agora e a escuridão daquele local não precisam entrar na equação. A lâmina entrou por baixo do braço esquerdo e cortou. Ainda é cedo para dores. A coisa trata de recuar a lâmina tão rápido quanto avançou, mas meu corpo reage instintivamente nesse momento. Sabe, é igual quando lhe dão um soco na cara, seus olhos fecham antes de você concluir que está levando um soco. Nem eu sabia que podia agir tão rápido. O sangue que circulava próximo a região onde a lâmina tocou se agita, estica e endurece na forma mais primitiva e eficiente que durante todos esses anos de treino eu mais utilizei: Espinhos.

Cinco espinhos duros e pontiagudos de sangue com uns 30cm de comprimento saltam da minha costela perfurando tudo em direção ao ataque no momento em que sinto a lâmina. É possível que tenha acertado a coisa antes que ela tivesse tempo de se retirar completamente. Não tive tempo de ver e nem raciocinar o que estava fazendo. Eu ainda estava paralisado com a surpresa toda e já recebia outro ataque. Juro que quando tudo isso acabar eu me aposento. Volto pro puteiro e pro tráfico de armas.

O baque na cara me fez voar e arrastar 3 metros para o centro da sala em ruínas. Abro os olhos com dificuldade ainda no trajeto na esperança de me defender do quarto golpe, mas ele não veio. O inimigo não estava lá. Como isso é possível?

Mantenha a calma, James. É um pesadelo e logo passa.

Faz muito tempo desde a última vez em que eu fui a caça. Isso me assusta um pouco. E soa irônico demais para mim. Me sinto um porco gordo e encurralado.

— Onde está você, ratazana?

Parcialmente sentado e com a mão no coldre, meus olhos se mechem para um lado, e para o outro. Ainda me sinto zonzo e meio molhado nas costas. Onde está? Onde está? Onde es…

Entendo.

— Você pode se esconder, ratazana do inferno, mas parece que a sua sombra não.

Saco Blasfêmia mais rápido do que o olho humano pode acompanhar e disparo 5 tiros um pouco acima do topo daquele pilar de onde a sombra parecia sair. Se pelo menos a sorte estiver ao meu lado…
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Re: Luta #07: Yorakk - The Blood Seeker VS James Harvey King

Mensagem  ycarowr em Sex Nov 07, 2014 2:56 pm


Existem dois tipos de caçadas. A primeira, que ocorre 90% das vezes, é aquela onde a disputa de velocidade prevalece. O javali só corre, corre e continua correndo. Até quando para. De cansaço, ou devido a ilusão de que esta tudo tranquilo. O vacilo, ponto de distração.

O segundo tipo de caçada, trata daquelas presas maliciosas. Aquelas que tem unhas e dentes ou armadilhas prepadas. A presa não corre, ela luta. Ocorre apenas 10% das vezes.
São as favoritas de Yorakk. Sangue derramando, até a última gota.

“O segundo golpe entra exatamente no ponto cego, é o principal. Este deve fazer sangrar, a lâmina entra limpa e sai vermelha.”

Lição citada pelo mentor de Yorakk. Aprendida e executada ao pé da letra.

A lâmina do braço direito pingava sangue. Dois tipos, dele e do inimigo. Misturados e brigando para cobrir toda a espessura da arma. Tinha algo naquele cara. Aqueles espinhos. O cheiro deles. Sem dúvida, aquilo era sangue, duro. Não era coagulação, eles perfuram.

Mas ainda é sangue.

Aquele cheiro. Ah, aquele cheiro….

Inspirou fundo e lambeu a lâmina, olhando o inimigo caído. Lambeu na ponta, onde perfurou. Queria ter certeza que não tocaria o próprio sangue, ainda não era hora.

Os espinhos atingiram seu braço, ou melhor, o antebraço. Dois cortes e uma perfuração. Parece que ele tinha um mecanismo de defesa natural, que reage quando é atacado. Yorakk estava levemente ferido, nada demais. Já já está curado. Se sentia vivo, mais vivo que qualquer dia anterior aquele. Isto que realmente era o fato importante.

Fizeram-no sangrar.
Há quanto tempo ele não sangrava ?

Em Harashai eles mantinham-se neutros. Não deveriam brigar com os membros dos outras tribos, era tradição. Sem contar que eles estão na parte mais distante das ilhas, o sul. Lá raramente aparece algum inimigo decente. Alguém que o faça sangrar em um dia tedioso.

“Morram todos na aldeia. Eu quero lutar. O redentor me da boas lutas.” Pensou.

A cotovelada acertou o alvo em cheio. Mas não desacordou-o. Nunca, em todas as luas cheias de sua vida. Yorakk viu alguém tomar o segundo golpe, tomar o terceiro e ainda assim levantar para revidar.

Hoje aconteceu.
Seu nível de êxtase aumentou.

O alvo se levantou, sentado, procurando. É aquela presa que não corre.

Falou.  — Yorakk odiava faladores. Na luta, você luta. Não fala. — Sacou a arma, rápido. Muito rápido. Mas nada que Yorakk não pudesse superar.

A sombra feita pela lua, eis a chave. Quase uma traição para uma tribo que a venera tanto.

No primeiro indício de movimento, Yorakk saltou de lado, para a sua esquerda, para outro pilar. Ao abandonar o anterior as balas passaram. E com um estrondo alto, uma delas atingiu em cheio a lâmina ensanguentada no braço direito, partiu-a em milhares de pedaços e fez o seu braço vibrar como nunca. — Homens de fora, claro. Aquelas armas esquisitas, sempre elas. Que explodem coisas. Ron sabia manusea-las como ninguém. — Era algo realmente perigoso, poderia arrancar seu braço facilmente caso não estivesse atento.

Faíscas haviam brilhado, sua posição fora revelada.

Chegou ao outro pilar e pulou novamente impulsionando-se para a frente, na direção do inimigo, um vulto negro na escuridão cruzou o ar. O alvo estava sentado no chão, era uma vítima em grande potencial.

Aterrizou sentindo o gosto de sangue na boca. Sorriu, estava mais rápido que antes, partiu em direção ao homem no chão há cerca de 4 metros. Provavelmente ele iria tentar disparar novamente, portanto, Yorakk fintou para a esquerda em seguida para a direita. Por fim, iria desferir uma série de golpes no braço que segura a arma. Este era o foco. Tirar aquela coisa covarde e força-lo a lutar como um guerreiro de verdade.

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Re: Luta #07: Yorakk - The Blood Seeker VS James Harvey King

Mensagem  KAOz em Sab Nov 08, 2014 3:43 pm

O gatilho é puxado. A mola antes comprimida então é liberada para fazer sua única função, aquilo que faz de melhor, impulsionar o martelo para que encontre seu verdadeiro amor, a espoleta, e nela dê o beijo mais quente do mundo. O som que vem do beijo não é o famoso “smack”. Não… É um som muito mais caliente.

Bang.

Bang, bang, bang! Uma, duas, três vezes. Erro todas. Mas o inimigo estava lá, disso eu agora tenho certeza. Meus olhos o captam, meus olhos o seguem. Um borrão que vai se tornando mais visível com o movimento. Sim, ele se move para desviar dos disparos e por isso eu erro todas. O maldito é mais rápido do que eu gostaria.

Não vai escapar.

Bang, bang! Uma, duas vezes. Acertei algo. Acertei o maldito no salto. Faíscas e estilhaços voam na noite. Droga, uma armadura? Como pode se mover tão rápido com uma armadura? Minha empolgação some. Volto a ser o porco gordo encurralado. Encurralado e molhado.

Molhado…

Por um segundo minha mente explode. Eu não estava molhado, eu estava sangrando. O calor da sequência de ações me fez esquecer, mas eu tinha sido cortado. Sim, embaixo do braço, na costela. Um puta rombo. Aquela maldita ratazana tinha alguma coisa afiada. Sim, a dor. Agora posso sentí-la. Estou estranhamente apavorado, mas porque? Já fui cortado centenas de vezes e o processo é muito simples: controle o sangue para que não vaza até que consiga fazer um curativo e estancar a ferida. Nada de perdas. Mas não era isso, tinha algo errado, o sangue da ferida estava agindo de maneira estranha… Eu não sei bem o que, mas algo não estava certo. Eu ainda podia controlá-lo, disso eu sei, mas não parecia ser a mesma coisa.

Invasão. Eu fui invadido. Sim, eu já fui envenenado antes. É a coisa mais apavorante que alguém possa sentir. Meu sangue está infectado. Eu estou infectado, isso é absolutamente apavorante. O veneno tem um efeito diferente em mim. Tudo que afeta meu sangue tem um efeito diferente em mim. Eu posso sentir o que meu sangue sente, e nesse momento eu sinto invasão, invasão do inimigo dentro de mim. Do inimigo.

Inimigo. Onde ele está?

Um estranho apavoro tomou conta de mim quando o vi correndo em minha direção. As coisas não estão bem, eu não estou bem. O que era um borrão agora está praticamente visível. Um homem alto e rápido. Disparo duas vezes em sua direção, sem mira, sem sincronia, como uma garotinha indefesa que não sabe o que fazer com a arma que está segurando. Ele se limita a desviar dos disparos usando apenas a velocidade do corpo. Esquerda, direita.

Blasfêmia voa pelos ares numa explosão de faíscas. Prata sob a lua. Posso sentir sua frustração. Ela nunca havia errado tantas vezes. É como se um garanhão de corrida 10 vezes invicto agora chegasse último. Meus instintos de defesa começam a agir. Uma parte do meu cérebro está quebrada, mas alguma coisa ainda funcionada. Meu corpo se meche rápido, desvio do primeiro golpe. Bloqueio o segundo. Braço contra braço numa batida abafada. A lâmina não me toca. Um pingo de lucidez e, antes que o inimigo prosseguisse, eu estava contra-atacando. O melhor que podia fazer naquela situação desvantajosa era isso, uma tesoura.

Minhas pernas em posição já confortáveis para o golpe tentam entrelaçar a perna direita do oponente e giram, enquanto meu braço direito, o que antes segurava a arma, apóia o corpo no chão.

Obtendo sucesso (o inimigo derrubado ou afastado), James usaria o braço apoiado no chão para tentar dar um pequeno salto para trás e ganhar distância. Nesse momento, manteria os olhos no inimigo ao mesmo tempo em que procuraria sua pistola pela arena com a visão periférica.

Caso não obtenha sucesso, tentará manter o equilíbrio e prestar atenção nos próximos movimento do oponente a fim de se defender.
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Re: Luta #07: Yorakk - The Blood Seeker VS James Harvey King

Mensagem  ycarowr em Qui Nov 20, 2014 7:12 am


Esquerda e depois direita. No chão, o inimigo dispara duas vezes no escuro, desnorteado, sem acertar nada. Dois disparos aleatórios e uma possível mão tremendo, talvez.

Yorakk desarma o alvo com a lâmina aproveitando o movimento do seu corpo. Da esquerda para a direita, de baixo para cima.

Com o flash de faíscas, Yorakk vê o rosto da lebre. Ela parecia confiante, antes, quando falava, quando estava longe. Porém, agora. Face a face, desarmada, em uma luta de verdade, Yorakk pôde perceber seu medo.

Em um último suspiro, de desespero — sim, em uma caçada a vítima encurralada tenta coisas irracionais — ele entrelaça as pernas nas de Yorakk e gira. Sem dúvida um bom movimento. Yorakk nunca viu isso antes. Não fora treinado para fugir disso. Porém, a proximidade era clara.

Enquanto sua perna girava e Yorakk caia de joelhos. O braço esquerdo, que havia atingido a arma e estava no alto, desceu. A força aplicada certamente poderia decepar a primeira daquelas pernas. A lebre podia ser rápida, mas não poderia fugir daquilo. Certamente.

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Re: Luta #07: Yorakk - The Blood Seeker VS James Harvey King

Mensagem  KAOz em Dom Out 16, 2016 10:37 am

Minhas pernas giram como havia planejado. O maldito parecia não estar preparado para esse tipo de golpe. Vou derrubá-lo e me afastar. É agora!

Tudo acontece em um segundo. A lâmina que havia se chocado com Blasfêmia antes e que agora pairava no ar ganha velocidade num contra ataque inesperado.

Um contra ataque? Droga, muito rápido! Se ele me acertar nessa velocidade já era!

Sinto meu sangue ferver. Não lembro de ter este sentimento há anos. Assim como antes, de maneira instintiva, como um porco espinho em perigo, diversos espinhos emergem na tentativa de me defender. Sinto uma dor. Sim, o filho da puta me acertou. É tudo que vejo antes de me impulsionar e me atirar para trás, arrastando minhas botas naquele cimento velho e cheio de terra. Meus olhos encontram blasfêmia.

Um, dois, três, quatro passos rápidos.

Me sinto aliviado por tê-la em minhas mãos novamente. Não posso vacilar. Por algum motivo não perdi a minha perna, apenas um corte profundo. Os espinhos o devem ter feito diminuir a potência do golpe. É a única explicação. Droga, se eu tivesse tempo poderia ter feito coisa melhor.

Meus olhos se viram a procura do inimigo.
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Re: Luta #07: Yorakk - The Blood Seeker VS James Harvey King

Mensagem  ycarowr em Seg Out 31, 2016 10:35 am



Ele nunca havia enfrentado um inimigo com este tipo de estratégia, exceto pela caça de tatus que acontecia no final do outono, temporada do ano a qual os tatus gigantes costumavam se proliferar a ponto de ser uma praga nas florestas de Harashai. O manto de um tatu raramente era afetado pelas lâminas de um guerreiro a curta distância, somente aqueles bem treinados conseguiam desferir golpes em ponto fracos ou eram rápidos atingindo-os antes da carapaça se fechar.

Yorakk acertou a perna do inimigo e o fez sangrar. Contudo, este tatu também havia armado seu manto de espinhos, que cortaram partes do antebraço que segura a lâmina. Já era esperado, o mesmo tipo de defesa usado minutos atrás. Aqueles espinhos eram sangue, o nativo pôde sentir o cheiro deles novamente no momento que saíram da ferida recém aberta.

"Ah, esse cheiro" pensou Yorakk em êxtase desabando no chão devido ao golpe que o desequilibrou. Ignorando a dor no braço e lambendo a parte da lâmina ensanguentada, ele provou novamente aquele sangue. Era um sangue diferente, com certeza. Uma mistura saliente de aspereza e agressividade, algo que ele nunca havia experimentado. Xamãs da tribo diziam que os atributos do sangue de um indivíduo podiam revelar muita coisa sobre ele. Desde traços de personalidade até cicatrizes profundas guardadas por anos.

Yorakk quer mais desse sangue.

Deitado de costas no chão o guerreiro mordeu o próprio braço ensanguentado e bebeu o próprio sangue enquanto o tatu que se esgueirava para trás resbalando nos próprios passos. É hora. Fazia tempo que ele não sentia o gosto do seu próprio poder. De certa forma, o gosto de ambos os sangues eram parecidos, o dele e do inimigo. Pensava Yorakk sorrindo e deixando escapar gotas que escorreram pelo seu rosto enquanto estava deitado. A feridas no braço não eram suficientes para verter uma quantidade decente de sangue. Assim, mordeu. Para fluir em abundância.

Abrindo os olhos, viu a lua cheia que o iluminava, Mirka observava-o. Era dever dele agradar o deus do caos e da destruição. De cabeça baixa e o braços soltos, um pingando gotas de sangue levantou-se.

Aquilo era muito bom.

Sua pele incandescia em um vermelho escarlate as tatuagens brilhavam em um azul do mesmo tom. Contorcendo-se começou a ter leves espasmos e movimentos involuntários dos músculos que aumentavam de tamanho enquanto repetia alto:

“Quando a lua cheia chega, o mar se agita, quando a lua cheia chega, o mar se agita, quando a lua cheia chega, o mar se agita, do a lua eia chea, o mar se ita, uan a ua eia cga, o ar se aga, quao a ch che, o ar se agita, qua a lua ega, o mar se ita, ita, ita, ita...."

Gritou, e cambaleou. A capa e o elmo de javali se desprenderam e cairam no chão deixando seu cabelo comprido cobrir o rosto. No braço direito, a lâmina pairava presa ao lado das garras de igual proporção e dureza. O maxilar amparava presas que podiam destroçar o que viesse a ser mordido (7-8 cm). A criatura com mais de dois metros de altura podia ser confundida com urso facilmente, exceto pele beleza das cores que a cada inspiração ofegante aumentava e diminua o brilho.

Yorakk não estava mais ali. Estava pronto, Mirka o guiaria.

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Re: Luta #07: Yorakk - The Blood Seeker VS James Harvey King

Mensagem  KAOz em Qua Nov 02, 2016 8:51 am

4: Lembraças


Eu ofegava.


O direito, levantado, apontava Blasfêmia para o inimigo enquanto o esquerdo buscava o cantil no bolso. Eu podia ter atirado vinte e sete vezes. Não atirei nenhuma. Eu ofegava ali parado, no meio do nada. Minha consciência manda um “oi” seco e pela primeira vez no meio de toda aquela situação eu estava pensando.


Pensando.


Lembranças surgiam sutilmente diante dos meus olhos como um filme. Ouço o quicar de uma bola de basquete. Toc, toc, toc, toc. O rangido do bom e velho Arc 42 deslizando na quadra. Pierre pega a bola no ar e diz que eu só seria capaz de passar para o próximo estágio do treinamento quando tirasse a bola das mãos dele. Era meu novo desafio. Eu fiquei puto e durante 14 horas tentei inutilmente. Durante os cinco dias seguintes eu não cheguei nem perto. Então eu percebi o que Pierre queria. Ele queria me forçar a fugir do óbvio, queria que eu pensasse. E foi aí que tive a ideia mais estúpida da minha vida, porque se ele esperava um gênio pegou o aluno errado. Eu fiquei parado. Cruzei os braços e o encarei. Pierre podia ser mais rápido e mais forte, mas eu era mais teimoso. Ele logo entendeu o que eu queria fazer e aceitou o desafio. O teste não tinha tempo limite, de qualquer forma. Durante três dias ficamos de frente um para o outro, sem beber ou comer. Quando eu já havia chegado no meu limite, foi ele quem caiu. A bola quicou uma última vez no chão e agora estava em minhas mãos. Eu havia vencido.


Meus pensamentos são interrompidos pela agitação da criatura que agora eu via claramente como um homem. Ele tinha tatuagens espalhadas pelo corpo todo e elas começaram a brilhar pra cacete, como se fossem aquelas lâmpadas azuis do bar do Jonny. Merda, que saudades do bar do Jonny.


Levo o cantil à boca e dou um gole seco. O Scotch 10 anos passa liso e desce fervendo. Ah, valeu a pena viver só por esse momento. As feridas em meu corpo doem de maneira como eu nunca havia sentido antes. Preciso tratá-las ou logo eu irei rompê-las ainda mais.


Sem tirar a mira do demônio que se transmutava em minha frente berrando algo que eu não compreendia, faço com que um fio de sangue enrijecido costure a ferida da costela. A dor é quase insuportável. Meus dentes rangem. Faço o mesmo na ferida da perna. A dor não vai passar, mas isso vai retardar um pouco a minha situação de fudido. Agora estou pronto. Faço duas bolhas de sangue saírem de minhas costas. Preciso delas consistentes. Um movimento singelo de meu dedo e agora estão girando ao meu redor, uma em sentido horário, a outro anti-horário. Ganham velocidade a ponto de ficar difícil acompanhar com os olhos.


Ele ataca de perto, é um guerreiro ágil e rápido. Então preciso de uma defesa constante. Encurto o raio do movimento das esferas até um ponto em que elas giram a um braço de distância do meu corpo. Se ele vier desprevenido vai levar. Para completar, revisto meus braços com uma pequena camada de sangue enrijecido. Isso pode me causar efeitos colaterais, mas se eu ficar parado posso aguentar. Vou precisar me defender…
Chega a hora de Blasfêmia cantar sua canção predileta. Eu disparo cinco vezes.


Bang, bang, bang, bang, bang!


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Re: Luta #07: Yorakk - The Blood Seeker VS James Harvey King

Mensagem  ycarowr em Qua Nov 02, 2016 5:04 pm

Dúvida


Yorakk estava no redentor há dias e somente a pouco tinha se tocado o quão sábia era essa entidade. Seu nome: Redentor, aquele que liberta. Sem dúvida aquele coelho tinha algo de especial relacionado ao sangue. Yorakk havia percebido em ambas as vezes que bebericou aquele elixir. "Contudo, qual sangue precisava ser libertado? Dele, ou meu?" e esses foram seus últimos pensamentos...

Parada, cabisbaixa, a criatura farejava algo. A brisa da noite carregava o cheiro de sangue para todo lado, e a fonte daquele sangue estava bem na sua frente. Há exatamente 3 metros. Se Yorakk estivesse ali se perguntaria: "por quê ele demora tanto?" Porém, outra força havia tomado a frente. Uns diriam que era sua crença, outros ignorância. Bem, Yorakk diria que era por prazer, por sua própria luxúria. Ânsiava por aquele momento há tempos. Uma luta decente, digna de uma tatuagem, um belo banho de sangue.

Tudo acontece ao mesmo tempo.

Bang, bang, bang, bang, bang!

Com um urro alto o demonio brilhou, e num piscar de olhos, como um relâmpago no céu escuro ele cruzaria a distância o separava da presa. Os tiros não foram mortais. Frente a frente com o inimigo, iria o dilacerar, mesmo baleado e sofrendo o dano que viesse, iria estripa-lo, arrancar seus braços, pernas e cabeça. Desta vez não existiria golpe de distração, não existiria uma fuga para se recolher na camuflagem, até o final de suas forças atacaria aleatóriamente com as unhas e dentes. Não era Yorakk que estava no controle. Era o caos e a destruição.

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Re: Luta #07: Yorakk - The Blood Seeker VS James Harvey King

Mensagem  KAOz em Qua Nov 02, 2016 7:42 pm



5: O demônio




Tudo acontece em uma fração de segundo. Disparo o primeiro tiro enquanto a besta urrava.

bang

O barulho do disparo é seguido pelo som da bala penetrando carne. Vejo a criatura me fitando, pronta para me destruir. Enquanto meu dedo fazia o movimento de apertar o gatilho outra vez, a criatura se curvava e suas pernas se preparavam.

bang

O segundo tiro entra, pouco preciso, mas entra. O dedo volta a sua posição inicial e começa novamente o movimento.

Bang

Tudo que vejo é um vulto. A criatura veio como um raio em minha direção com uma única intenção: me matar. Só quando estava frente a frente é que pude notar como estava maior. Os últimos tiros são disparados a esmo e instintivamente pisco meus olhos e sinto as garras da criatura rasgando minha pele logo acima do ferimento da costela ao mesmo em que um estridente barulho de metal contra metal preenche meus ouvidos. Quando abro meus olhos novamente vejo a besta diante de mim, um de seus braços, aquele que carregava a lâmina,  estava distante. Havia provavelmente  sido atingido pelas esferas, o que provavelmente salvou minha cabeça e explica também o barulho. Ganho 1 segundo e com toda a velocidade que podia exercer tento chutar a besta no peito na tentativa de posteriormente lhe dar um tiro na cabeça. As esferas que giravam em torno de mim perdem um pouco de força devido minha desconcentração mas continuam girando.
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Re: Luta #07: Yorakk - The Blood Seeker VS James Harvey King

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