Luta #8 Grey, o Anti de Wolfrun X Alestorm Maltivus

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Luta #8 Grey, o Anti de Wolfrun X Alestorm Maltivus

Mensagem  ycarowr em Dom Out 30, 2016 12:34 pm

O Beco Diagonal




19:34h, um dia qualquer.


"Aquele-que-não-deve-ser-nomeado NÃO retornou! Dumbledore ansia pelo ministério! — afirma o Fudge" consta em letras grandes na capa de dezenas de cópias do Profeta Diário espalhadas a esmo pelo calçadão vazio da principal avenida comercial do mundo da magia.


"A fuga de Azkaban, o ataque dos comensais da morte na copa de quadribol e a morte do jovem Diggory no torneio tribruxo reforçam os rumores que Aquele-que-não-deve-ser-nomeado está de volta."


"As lojas fecham mais cedo e as pessoas evitam a noite com medo de serem atacados por dementadores, comensais ou até mesmo por Ele. — Lamenta a jovem estudante."


Dizem artigos em outra folha do jornal que perambula ao som do uivo do vento contra os prédios. Há poucos indivíduos a vista nas ruas, momento propício para o sequestro de Garrick Ollivander, perito em varinhas e dono da renomeada "Ollivander's Wand Store", Voldemord o deseja pois este sabe informações sobre a suposta Varinha das Varinhas.

Status Negativo Passivo: Garrick Ollivander e alguns outros comerciantes locais estão em suas respectivas lojas arrumando o seu estoque de produtos, caso sintam-se ameaçados, podem atacar para proteger seus pertences.

Status Negativo 1: No oitavo turno chegam 2 comensais da morte à arena. Eles são altamente agressivos, podem voar e atacam com Avada Kedavra, maldição que mata qualquer ser humano atingido.
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Re: Luta #8 Grey, o Anti de Wolfrun X Alestorm Maltivus

Mensagem  bensilva em Seg Out 31, 2016 4:34 pm

https://youtu.be/Htaj3o3JD8I

Era peculiar como um local tão urbano possuísse uma sensação tão bucólica. A medida que caminhava pelo beco, eu ficava interessado em algo novo, sempre sendo algo comestível. Desde o último encontro com Lúcifer, não tive nenhuma refeição digna. Estar na estrada com Joy Jr tem um preço bem alto: o cachorro não conseguia render dinheiro, mas ainda precisava ser alimentado.

Comi em algumas mesas no beco com Joy Jr. Não sabia exatamente o que era, mas era agradável e quente:

-Aqui, garoto - e dei um pedaço de pão ao cachorro.

Ouvi boatos sobre criaturas chamadas de dementadores, mas não dei muita bola, mesmo com a magia mortal que eles carregam. Esse tipo de ser não procuraria um local tão banal quanto o Beco Diagonal.

Comecei a pensar nos próximos passos a medida que a noite ficava impiedosamente fria.
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Re: Luta #8 Grey, o Anti de Wolfrun X Alestorm Maltivus

Mensagem  mporto em Ter Nov 01, 2016 9:27 am

Ia completar quase uma semana que havia chegado aquele lugar e ainda não encontrara nenhuma pista sobre os tais demônios que haviam lhe contado sobre. Estava começando a achar que nada naquelas histórias era verdade, ainda que pelo bem da justiça, o Beco Diagonal de fato estava ali, como o haviam descrito. Um lugar estranho, abundante em formas e cores, com lojas dos mais variados gostos. As vitrines era o que mais o impressionava, pois ainda que fosse uma pessoa bem viajada, em poucos lugares havia encontrado objetos tão surpreendentemente autônomos - tudo parecei possuir vida própria! Lembrava-lhe um pouco de quando fora a Dressrossa, a cidade em que humanos e brinquedos dividiam lugares à mesa. Porém a sensação que o Beco o transmitia era diferente, mais alegre e com uma atmosfera menos pesada. Um dia ainda voltaria para lá afim de dar uma nova chance para o lugar, agora estava no meio de um assunto inacabado, e odiava deixá-los dessa forma dado sua atual situação.

Apenas uma coisa não era conforme haviam lhe contado. O lugar suponha ser cheio de pessoas, movimentado e alegre. À tarde, quando dera sua caminhada usual, o lugar estava com apenas poucos transeuntes na rua principal, e os que ali estavam todos possuíam o mesmo olhar de desconfiança (um olhar que conhecia bem) e um mesmo passo apressado, agitado. Isso o deixara ressabiado. Aliás, o único motivo de não haver debandado dali logo que não encontrara pistas sobre os demônios.

O intrigava também estes cartazes com dizeres sobre uma fuga de Azkaban, comensais da morte, dementadores. Havia conversado com comerciantes sobre esse assunto, mas nenhum deles parecia muito disposto a falar. Todos pareciam ter medo de sequer tocar no assunto. Havia ainda aquele-que-não-deve-ser-nomeado. Não conseguira muitas informações sobre esse indivíduo, mas ele parecia ser o tipo de pessoa com o que não iria conseguir ter uma conversa sem acabar em… enfim, não pensaria nisso agora. Eles, em um primeiro momento, nada tinham a ver com demônios.

Caminhou até um café ao lado do Empório das Corujas e sentou-se na mesa ao lado de uma das poucas pessoas na rua àquela hora. Um garoto todo vestido de preto, com um cachorro ao lado. Achou-o esquisito. Um pouco lembrava-o de quando adolescente, pirralho, inconsequente o suficiente para estar na rua no meio dessa situação toda.

“Amigo, uma dose de saquê, por favor”.

Estava começando a ficar um pouco cansado, irritado com a falta de novas informações. O céu começou a nublar, nuvens densas formaram-se tapando a lua, criando um ambiente pouco convidativo para ficar fora de suas casas.

Virou-se para a criança.

“Ei, você, como é seu nome?”
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Re: Luta #8 Grey, o Anti de Wolfrun X Alestorm Maltivus

Mensagem  bensilva em Ter Nov 01, 2016 10:53 am

Ele observa agora o homem que falou com ele. O considerava velho o suficiente para ser sábio ou para ter vivido uma longa vida de ignorância. No entanto, seu interesse real estava no bastão ao seu lado. Não parecia ser o tipo de bastão para apoiar os passos de um velho como ele. Parecia o tipo de bastão que já foi utilizado para rachar alguns crânios e isso preocupava Grey. Desde que matou seu primeiro Desalmado, Makiqui, sabe que seu nome se tornou mais popular na rede demoníaca e alguns dos demônios mais medrosos e fracos já conheciam seu nome. Um Anti. Filho de Joy.

No entanto teve uma lembrança do que realmente lembrava o velho. Em suas viagens, viu uma cegonha entregar cartazes de recompensas e, vendo este homem em sua frente, teve certeza que ele era um dos nomes nos cartazes. O encarou um pouco e finalmente falou:

-Seu nome é Alestorm, não é?
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Re: Luta #8 Grey, o Anti de Wolfrun X Alestorm Maltivus

Mensagem  mporto em Ter Nov 01, 2016 12:05 pm

Não deixando-se levar pela surpresa de sua pergunta, manteve sua face imóvel e austera. Como aquele garoto poderia saber da recompensa pela sua cabeça, quando essas sequer chegavam ao continente em que estavam? pensou ele rapidamente. Não deveria ser dali, e de qualquer forma rapidamente começou a desgostar de como a situação estava se delineando. O garoto era estranho. Carregava consigo uma espada, ainda que seu porte não o levasse a crer que pudesse fazer muito estrago com ela, e o cachorro que o acompanhava não tinha lá um ar muito amigável.

De forma contida, mas sem suavizar a gravidade daquilo que considerara um insulto, falou ao garoto:

- Criança, seus pais devem ter lhe ensinado que você deve responder quando alguém mais velho te faz uma pergunta. Não suficiente ainda me indaga acerca de minha própria identidade, a qual prefiro manter para mim mesmo. Porém, se isso o deixar alegre, fique sabendo que meu nome há muito deixou de ser importante e não lhe interessaria saber qual é.

Nesse meio temo, o garçom chegou com seu saquê, em uma tigela rasa acompanhada de um pequeno pano dobrado ao lado para se secar. Claramente aflito, percebeu ele pelas feições de seus clientes que os ânimos podiam facilmente se exaltarem de uma hora para outra. Ainda que um fosse uma criança, e outro, um senhor, os dois portavam armas, o que sempre o deixou indignado por aquelas bandas. As badernas sempre terminavam em, no mínimo, vidros estilhaçados e uma semana fechado para reformas. Foi conversar com seu gerente acerca.

Alestorm então voltou-se para sua mesa e sua bebida, numa atitude que esperava finalizar o assunto. Mas algo antes disso o deixará incomodado. O olhar atencioso e sequioso que a criança dera para seu bastão em seu colo. A rua estava vazia, eram umas das únicas pessoas que ainda restavam fora de suas casa, o ar estava frio e começou a ventar mais forte que o normal. Estava atento e preparado agora, uma sensação estranha tomava conta de seu corpo já esperto para essas situações. Logo, logo sairia dali.
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Re: Luta #8 Grey, o Anti de Wolfrun X Alestorm Maltivus

Mensagem  bensilva em Ter Nov 01, 2016 1:04 pm

Viver em um meio onde demônio dissimulados são banais tem suas vantagens. A falta de esboço na expressão do velho indicava tudo que Grey havia criado em sua linha de raciocínio: ele era Alestorm, com uma recompensa de 10.000.00 de Belly. Grey não fazia idéia de que moeda seria Belly mas, se um pais a comercializa, poderia utilizá-la para alimentar Joy Jr e ele por tempo o suficiente para caçar novos demônios. Ele queria e tinha que ser mais forte. Se não pudesse vencer um velho, nunca poderia com os demônios de sangue puro de Magento.

Lembrou de quando sua mãe brigou com ele por soltar sua força nas crianças de Wolfrun. "Malditos moleque", pensou Grey. Atiravam pedras e o chamavam de nomes terríveis. Os nomes para sua mãe vinham dos adultos e eram ainda piores. Mas este velho... ele lembrava muito aqueles de Wolfrun. Sempre cisudos e com um senso de justiça tão ralo quanto os cafés terríveis que ele vinha tomando recentemente. Bem, com ele em específico, soltar a força não seria problema. Sua mãe não poderia julgar ele pois o reino de dor que foi a vida dela havia acabado já. Tudo que havia sobrado dessa vida infortunia era ele, sua prole. E ele não ligava muito por viver ela se fosse para viver com medo dos oponentes em seu caminho.

Olhou para Joy jr e acenou com a cabeça. O cachorro sabia muito bem o que isso significava - embora nao gostasse do signifcado - e respeitosamente se retirou. Ficou orgulhoso dele: era um cachorro muito inteligente. Mais que muita gente, com certeza.

Respirou fundo e senti uma pequena tremedeira e um frio desconfortável na barriga, embora a existência dele fosse lago prazeroso para Grey. Estava vivo e ainda compreendia sua mortalidade. Ter compreensãoi dela o fez ficar vivo até aquele ponto.

10.000.000 de Belly.

Quando a gravidade se deu conta do corpo de Grey, ele já estava no ar, a quase dois metros do chão, segurando Stonehenge com as duas mãos e os joelhos na aultura do peito. A lâmina de concreto paralela a suas costas e os dentes completamente arreganhados. Pretendia acabar com o combate ali, com um verdadeiro golpe vertical, digno de um samurai.
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Re: Luta #8 Grey, o Anti de Wolfrun X Alestorm Maltivus

Mensagem  mporto em Ter Nov 01, 2016 3:53 pm

Tsc, vira prontamente o gesto que o garoto fizera para seu cachorro e entendera que estava certo - as coisas iriam ficar um pouco agitadas a partir desse momento. Terminando de bebericar seu saquê, colocou-o de lado, pegou o pano que estava ao lado e nesse instante o garoto já estava no ar, com sua espada enorme atrás de suas costas. Então, em um movimento que muitos considerariam demasiado discrepante para um homem de sua idade, levantou-se num átimo, com impulso suficiente para derrubar a mesa e cadeira a qual repousava segundos antes e dera um salto para lado.

O garoto era ingênuo em atacá-lo dessa forma, mas respeitava-o mesmo assim por sua temeridade. Achava que não valeria a pena tentar um diálogo enquanto ele estivesse no auge de sua energia... conhecia o tipo. Agora tinha certeza que ele o lembrava quando tinha seus dezesseis anos. Afastou-se um pouco mais enquanto a criança se limpava da sujeira que seu golpe havia causado. A mesa estava destruída, enquanto facilmente um rombo se formara no chão, causado pela sua espada, estranha e incrivelmente forte, agora percebia. Estava curioso em saber mais sobre o menino e aquela espada. Achava estar chegando perto de algo que viera procurando até o momento.

Enquanto isso, luzes se apagaram por toda a viela em que estavam, janelas e cortinas fecharam-se devido a balbúrdia causada pelos dois. Estava mais escuro agora e uma névoa começava a transparecer repentinamente. Um clarão de raio tomou o céus, no horizonte. Um estrondo seguiu-o imponente. Haviam tempos que não sentia-se empolgado com algo.

Limpou o canto direito de sua boca com o pano que tinha pego um pouco antes, e jogou-o no chão. O gerente já estava aos berros com os dois de qualquer forma. Mas não prestara atenção no que dizia, seus olhos estavam voltados para seu inimigo, não achava que podia o subestimar totalmente, apesar de não ver nele desafio completo. Jogou seu bastão rapidamente no ar e logo pegou-o segurando em sua ponta mais inferior. A passos grandes e rápidos, avançara uma primeira vez sobre o garoto mirando-o na traseira de seu joelho direito. A um passo de distância dele, revolveu-se em uma finta por si mesmo, abaixando-se e finalizando o golpe.
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Re: Luta #8 Grey, o Anti de Wolfrun X Alestorm Maltivus

Mensagem  bensilva em Ter Nov 01, 2016 5:06 pm

Era realmente surpreendente a agilidade do velho. Grey até a via como um pouco cômica. Embora ele creia agora que o primeiro foi demasiado relaxado, um humano comum não fugiria do golpe. Tudo isso estava ficando realmente interessante para Grey e, em um piscar de olhos, o velho passou de limpar a boca para agredi-lo. Viu o ataque do velho vindo somente na metade do caminho. Mal percebeu que era um golpe baixo, tendo como reação à completa confiança em seu treinamento no Stonehenge Blues.

Seu mestre Burford B. Clapton ficou maravilhado ao encontrá-lo. Um garoto tão jovem carregando um Pyusaiko Colossal era muito raro. “Lutar com uma espada dessas é como o Blues, man. Não é uma nota boa que vai definir a sua melodia: o segredo está no ritmo, man”.

“O Stonehenge Blues é a arte da inércia, man. Pura física, man. Um objeto tende a ficar em movimento até que algo diga o contrário, man. Não é uma questão de força bruta aplicada toda de uma vez só, mas sim de você gradativamente mudar a trajetória do vetor dessa força, man. Com isso seus socos e chutes serão mais fortes e brandir uma arma tão grande não vai te cansar, man.” Explicou o calmo Burford no primeiro dia de treinamento.

Assim que percebeu o erro de seu golpe, Grey se pôs a mover a manopla da Stonehenge para cima e para baixo, esperando ver o próximo movimento. Quando Alestorm o atacou, fez uma força maior para cima, potencializada pela dinâmica de pêndulo anterior. Virou de ponta cabeça no ar e momentos antes de seu pé tocar a base da espada, adicionou mais força com os punhos agarrados na espada, gerando um forte chute com os dois pés. Tanto ele quanto a espada saíram dando um giro no chão e, aplicando um contrapeso, a espada saiu voando próximo a 20m em um ângulo de 45 graus para cima com Grey sentado nela. De lá, apontou seu dedo para o velho e um feixe de luz saiu de seu dedo em direção ao alvo, em um tom amarelo-esbranquiçado:

-TIRO ESPIRITUAL!
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Re: Luta #8 Grey, o Anti de Wolfrun X Alestorm Maltivus

Mensagem  mporto em Qua Nov 02, 2016 1:49 pm

No segundo que faltava para finalizar seu golpe, enquanto girava seu corpo procurando um melhor ângulo para atingi-lo por trás de seu joelho, muita coisa aconteceu. O garoto fez algo que fugiu a sua compreensão momentânea, fazendo-o ser pego desprevenido. Havia, de uma forma estranha lançado-se junto da sua espada para o alto, enquanto seu bastão acertava o nada com tamanho ímpeto que o desequilibrou parcialmente. Nisso, ainda do alto, com o dedo em riste apontando-o para Alestorm, criou um feixe de energia que viajava em sua direção rapidamente, mas não o suficiente para fazer com que tomasse o golpe diretamente no alvo que pretendera aquela criança - agora perigosa. Com sua perna direita ainda entrecruzada na posição de quem acabara de realizar uma finta malsucedida, impulsionara seu corpo fortemente para trás utilizando-a para criar a pressão no chão e consequente velocidade necessária para sair dali, fazendo com que o feixe passasse a apenas alguns centímetros de distância de seu torso, e atingisse o exato ponto em que se encontrava segundos antes.

- Maldito pirralho, qual é seu nome e por que me atacas? Isso não acabará bem para ti, estou avisando.

Estava agachado, com um joelho no chão, e a outra perna posicionada como que está preparado para iniciar uma corrida. Suas mãos, em forma de garra, com as pontas dos dedos tocando as pedras da calçada e olhando para cima. Seus olhos mais esbranquiçados que o normal fitavam altivos as nuvens que agora começam a se fechar por sobre o beco. Nuvens densas e escuras de uma chuva que já começava a se precipitar lá do alto. Um forte vento acompanhando, e o ribombar de trovões que não cessavam mais. Na viela escura de um Beco Diagonal nessa hora da noite já todo imerso em escuridão e silêncio devido ao toque de recolher, eram eles, os trovões, os que mais se faziam notar. A névoa que antes não surtira efeito suficiente para alguém ligar para ela estava mais densa, criando então um cenário pós-apocalíptico de uma rua desolada.

Lutaria sério agora e não mais subestimaria seu inimigo como a pouco fizera.

Pôs-se de pé apoiando-se em seu bastão, e com um gesto circular de sua mão direita, falou para si mesmo “Blind spot”, reduzindo a visibilidade a no máximo dois passos de distância através de uma neblina cinza que envolvia todo o lugar. Com seu dedo, imitando o gesto que poderia facilmente ter saido de um maestro, fez um semicirculo da direita para esquerda, fazendo com que um relâmpago caísse em um ponto mais a frente da densa neblina. Os olhos já acostumados com a situação enxergavam perfeitamente a silhueta da criança, tendo a posição de confirmada pelo clarão sucedido do relâmpago. Mais um gesto de mão, mais um relâmpago. Esse utilizou para se mover diagonalmente mais para perto da criança, perfeitamente na surdina de quem já fizera aquilo inúmeras vezes. Iria brincar com a criança em seu psicológico, fazendo-a perceber seu erro e com sorte optando por fugir dali.

Pegou uma pedra no chão e jogou-a para o alto, bem para direita.
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Re: Luta #8 Grey, o Anti de Wolfrun X Alestorm Maltivus

Mensagem  bensilva em Qui Nov 03, 2016 10:26 am

Bem, isso está sendo inesperado - pensou ao ver a neblina se formando após a gesticulação do velho. Ficou ainda mais preocupado ao ver o primeiro trovão caindo. Sua mão fazia círculos na empunhadura da espada e sabia que ali não era o lugar que deveria ficar. Atrás dele, se encontrava a janela do restaurante, bar ou algo do gênero que ele havia comprado sua comida. Gretta era o nome da mulher que o atendeu e em sua cabeça já pedia desculpa pela bagunça.

Trocou a trajetória da espada para a janela do estabelecimetno e grudou-se nela para investir contra o vidro e armação de madeira. A espada investiu como uma extensão de sua perna dando um chute aéreo, entrando em contato primeiro e abrindo caminho.

Era como se alguém tivesse construído um bar e trocado de idéia para um restaurante no meio do caminho, colocando somente mesas de restaurante no ambiente. Mais ou menos 10 delas e um balcão de bar no fundo que antes possuía comida em mostruário. Atrás, na parede, havia retratos e morabilia que Grey não podia ligar menos. Ele precisava usar toda sua agilidade. Correu para a porta dos fundos ouvindo berros de "Quem'está aí!?" Vindo da outra porta. Provavelmente era Gretta, que morava próxima. Passou pela porta dos fundos e fechou a porta. Continuou prosseguindo para a saída. Sabia que assim que saísse do pequeno prédio comercial (com seus próximos a 3 andares), ele iria fazer rebolar a espada e arremessá-la como fazem os atletas seguidores de Khaki em suas disputas de arremesso de peso e arremessaria ela no segundo andar do próximo prédio.

Tentava organizar seus pensamentos e seus movimentos, mas estava ficando cada vez mais difícil.
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Re: Luta #8 Grey, o Anti de Wolfrun X Alestorm Maltivus

Mensagem  mporto em Qui Nov 03, 2016 1:56 pm

Tack.

O som seco da pedra se chocando no asfalto cumprira seu objetivo de intensificar as ações da criança, fazendo com que tomasse atitudes precipitadas. Apesar de, no fundo, a reação do garoto não ter sido das piores, daria crédito por isso. Na atual situação, se refugiar dentro de uma construção era a atitude correta. Ainda que inútil. No cair da pedra, dez segundos após, ouvira o som de vidros estilhaçados e tijolos desmoronando, passos apressados dirigindo-se para origem do barulho.

Estava mais e mais excitado com aquela luta. Era uma oportunidade única de exercitar sua mente frente a inanição da vida itinerante que levava nesses últimos tempos, passando a maior parte do tempo no mar sozinho com seus pensamentos e reflexões. A sensação de não saber qual seria o próximo passo sempre o regozijara mais que o normal, e seu Mestre sempre o repreendera por isso - sinais de sua vida passada, de lutar em bares pelo simples prazer inócuo de lutar, dissera ele. A brincadeira de gato e rato, caça e caçador o aprazia, nesses momentos lembrava disso.

Dera um sorriso de canto de boca. Levou sua mão à sua fronte, num arco longo em que concomitante ao gesto uma rajada de vento focalizada em direção à criança fugídia formou-se, criando um túnel de vento no meio daquela neblina toda. O uso das mãos era desnecessário para suas habilidades, mas gostava da teatralidade envolvida em fazê-lo. O campo de visão estava livre nessa reta e conseguira ver o garoto correndo por entre mesas do bar. Começou a correr atrás. Quando entrou na penumbra do bar, o garoto já se punha a passos largos para indo em direção a porta de trás. Um berro fez-se ouvir, mas não dera importância. Percebia o que ele estava pretendendo e não deixaria acontecer.

Tap, tap, tap.

Três estalos de dedos, e um clarão continuo começou a vir da porta de trás e da frente.

Raios consecutivos impediam qualquer um de sair dali sem ser atingido por um 100 milhões de volts, e a criança percebera isso.

“Come come, little grumpy cat/ come close, don’t go” entoara com uma voz divertida, como fazia sua mãe quando querendo fazê-lo dormir. Os ventos atingiam exorbitantes velocidades, entrando pelo buraco criado na porta, fazendo pressão contrária contra o garoto que já estava perto da porta. Se aproximava dele com esmero, desviando-se da mesas com cuidado. Ele estava acuado agora. Com o bastão na mão, estava próximo do combate corpo-a-corpo que desejava.
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Turno 5 - O poder maior que a força

Mensagem  bensilva em Qui Nov 03, 2016 3:28 pm

Mesmo ela tendo tanta tristeza no coração e sofrimento na vida, sua mãe sempre tinha um sorriso para Grey. Chamava ele de príncipe e hoje em dia ele odiava isso. Príncipes eram figuras de um poder absoluto e assolador para ele. Quando criança, recebia aquilo com um calor no coração e a abraçava. Ela dizia que um príncipe não podia sair por aí arranjo briga - teve um pensamento de remorso novo aqui - , mas deviam ser inteligentes, sabendo como escolher e ganhar suas lutas. As que importavam.

"Bem, mãe...", pensou, "Olha esta figura desprezível de um patriarcado corrompido". Todo esse poder e só o utilizava para a morte e imposição de medo. Sentia pena pois essa imposição só existia pela própria ignorância do homem, que com o seu tempo de vida virou medo próprio dele.

Ornella. Sua mãe. Ela gastou tanto incentivo nele para que estudasse e ele o fez o máximo que pode antes de sair pelo mundo. Burford era um grande amigo dela e ficou mais que satisfeito em ver o quanto de estudo ela havia imposto no garoto: "Revólver na mão de ignorante é um pedaço de pau, man".

Continuou em passos mais calmos para a porta e virou-se para o velho:

-Homens como você não merecem o poder que tem. Toda essa capacidade física e nenhuma mental. Essas mãos que deviam ser sábias só servem para destruir sem nenhuma instrução. Essa aula sairá de graça, velho Alestorm: o tema da aula de hoje é "Isoladores Elétricos"!

Botou a Stonehenge em sua frente cobrindo o corpo e pulou em direção a porta, com a espada virada para os trovôes que vinham em ritmo de marcha. O primeiro chegou a encontra da Stonehenge com ele jogando o corpo contra a porta, que abriu com a pancada potencializada. Podia dizer que sabe o quão forte é a força de um trovão pressionando contra ele agora. Apertou os passos e logo chegou na rua, onde fez sua manobra com a espada, se atirando para o segundo andar do prédio da frente, que parecia ser residencial.

Ao entrar pela janela, viu um homem velho sozinho se banhando em uma velha banheira de latão. Este tomou um tremendo susto com Grey, que já corria em direção a porta para sair daquele apartamento.

Eu sei que você não concordaria com essa vida, mamãe. Mas saiba que eu vou sobreviver, vou vencer e vou ser forte o suficiente para acabar toda essa tirania. Descanse em paz pois eu serei o fim de toda a guerra.

Na distância, ouvia falas com cunho de busca. Pelo jeito, ele e Alestorm estavam começando a chamar atenção demais. Enquanto corria, ainda sentia a estática do trovão forte na lágrima que escorria por sua bochecha direita, proveniente de memórias do seu reino de dor.
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Turno 5 - Eventos Inesperados

Mensagem  mporto em Sex Nov 04, 2016 3:47 pm

Bom, isso havia sido no mínimo inesperado.

Olhou o garoto transpassando a porta e utilizando sua espada de concreto como um isolante com um quê de incredulidade. Logo após, alçara vôo como já havia feito antes para o segundo andar do apartamento adjunto. Não cria que o garoto na tenra idade pudesse possuir muito mais cartas na manga, mas ainda assim estava surpreso com sua ousadia e persistência.

Antes que pudesse pensar no que fazer, barulhos vieram do andar superior, descendo as escadas, acompanhados de falas agitadas. Era melhor sair dali logo. Começava a duvidar se devia continuar com aquela perseguição sem sentido. Ok, o garoto havia começado atacando-o, provavelmente atrás da recompensa pela sua cabeça. Mas afinal, quem haveria de culpa-lo? Já havia se identificado com ele antes pela sua audácia, aquela propensão à luta que conhecia bem de tempos passados. Mas se algo seu mestre havia lhe ensinado com o passar dos anos era que não era esse o jeito certo de lidar com a impetuosidade de uma mente jovem. Ele era assim antes, não mais. Um sentimento de decepção formou-se em sua cerne, pois via claramente o semblante de seu Mestre repreendendo-o por tudo aquilo, ainda mais por ter envolvido inocentes no meio de sua luta. Mesmo que ninguém houvesse saído ferido, patrimônios alheios foram injuriados.

No momento que pensava sobre isso, um raio vermelho estourou uma mesa a sua frente. “Estupefaça!” e outro raio viera em sua direção atingindo-o em seu ombro esquerdo. Caíra de joelhos. Não foi o suficiente para deixá-lo inconsciente, mas havia causado efeitos. Estava muito cambaleante e abalado. Os raios nas portas de entrada e saída cessaram, mas a névoa começou a se intensificar ali dentro do bar mesmo, dificultando para os atiradores. Escondera-se atrás de uma mesa, e gritara:

“Cessem fogo! A luta acabou!”

Ele mesmo desmereceu essa tentativa. Não iria esperar uma resposta dessas pessoas, percebia que havia motivos para a agressividade contida naquele ataque. Ainda que definitivamente não fosse a hora propícia deu uma risada pela sua ingenuidade, e com o ombro machucado pôs-se porta a fora, não sem antes tropeçar em algumas mesas caídas no chão.

Não conseguirá ver se as pessoas de antes o perseguiam, porém, por precaução, e ainda pensando naquele garoto, deixou a neblina densa, andando até uma viela próxima e sentando-se para descansar. Retirou um cantil de água, com o qual passou no ombro, e com um dos arreios de sua roupa, prendeu mais forte o pano de suas roupas, fazendo pressão no lugar que o raio o atingirá.

Iria esperar olhando atentamente e escutando com cuidado tudo o que viesse da névoa.
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Turno 6 - "Blues is about honesty, man"

Mensagem  bensilva em Sex Nov 04, 2016 4:14 pm

https://www.youtube.com/watch?v=fgiQtmszK5w

É, eu realmente acreditei que toda a idéia da Stonehenge teria sido menos dolorosa. Só queria que essa sensação de dormência e dor parasse pelo menos por um pouco de tempo.

Viu suas pernas já começando a mostrar sinais de vacilo enquanto sentava no corredor do pequeno complexo de moradias pensando se era uma boa idéia continuar com aquilo. Precisava do dinheiro para ter um pouco de conforto e o velho em sua arrogância era um oponente do tipo que Grey tinha uma atração pessoal por lutar com. O que lhe faltava eram maneiras de derrotar o velho. A distância não tinha a menor chance, e se aproximar dele aqui parecia difícil.

A porta do seu lado abre e um homem de meia idade, vestindo velhas bermudas bege e uma camisa de algodão branca vem ao corredor. Provavelmente foi ver o que tinha ocorrido. Ao ver um garoto sentado no corredor, ajoelhou-se com uma profunda feição de preocupação:

-Garoto, você está bem!?Ouvi um barulho e... que bloco de concreto é esse do seu lado?

Grey respirou fundo. Tinha que ter uma resolução para tudo aquilo. Sabia que assegurar sua integridade não seria algo possível se quisesse essa resolução. "Garoto?", continuava o homem.

Ele olhou para o homem e sorriu. Levantou-se meio tonteado e agora tinha certeza que alguns pelos seus haviam sido queimados no choque pelo cheiro que sentia. "Parece que tomei um bronzeado como aquelas garotas do Dr. Khaki", pensou, ao ver partes da pele mais avermelhadas e sensíveis:

-Sinto muito pela confusão. Quando eu tiver o dinheiro juro que farei tudo justo com vocês.

Desceu as escadas estreitas e velhas do prédio até o térreo, seguiu o corredor de retratos amarelos e madeiras se rangendo feito dentes raivosos e saiu pela porta da frente. Viu a densa neblina criada por Alestorm e sabia que ele estava perto:

-HOY, GEEZER! VAMOS RESOLVER ISSO DE UMA VEZ. SEM TRUQUES. JÁ ESTOU CANSADO DE CORRER DESSES MALDITOS RAIOS E NEBLINA. SE VOCÊ É TÃO GUERREIRO QUANTO ESSA POMPA QUE CARREGA EM SI, VENHA FRENTE A FRENTE. EU VOU TE DERROTAR OLHANDO NOS OLHOS, MAN.

Sabia que eventualmente esse jeito do Burford de falar ia pegar nele. Engraçado ter sido no momento de decisão de sua vida ou morte.
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Turno 6 - Olhos nos olhos

Mensagem  mporto em Qui Nov 10, 2016 9:11 am

https://youtu.be/saFnC7WFIuk?t=30s

Ficou ali imóvel pelo por mais ou menos um hora, quando ouvira passos se aproximando.

Não sabia dizer a quem pertenciam, porém, dos passos veio um grito de uma voz ainda em amadurecimento: - “Hoy, geezer…”, jeito estranho de se falar. Era o garoto, e ele solicitava um fim para aquela luta. Suspirou. Já era a hora, essa brincadeira sem sentido havia ido longe demais. A criança estava a uns cinquenta passos seus, ainda que não o visse. Se levantou e se aproximou. A medida que chegava mais perto a neblina que os envolvia ia se arrefecendo, formando uma cúpula desanuviada na viela em que estavam. O céu continuava agitado. As sombras de tudo ao redor, para eles que estavam na clareira livre de névoa, se tornavam mais claras e distintas, inclusive as dele. Parou a mais ou menos vinte passos, de forma neutra, sem demonstrar agressividade mais do que necessário e falou:

"Ah, então o garoto tem voz? bom saber. Você geralmente saí por aí atacando velhos pela rua, sem mais nem menos?" disse, levantando a sobrancelha. "Não me surpreende, as pessoas não são muito confiáveis, o são apenas quando convém. Também não interessam agora os descréditos de seu oponente, o que para você interessa é saber que não há chances de você me vencer. Não como está agora, não em sua forma atual. Agora, parado aqui, poderia pensar em inúmeras formas de acabar com isso em um piscar de olhos. Um movimento meu e sua vida acabaria. Tudo isso teria valido a pena, então?”

Lá no alto um trovão ecoou forte no sol como encravar o discurso na mente da criança.

“Criatura intrigante você, não? encara-me resoluto, expondo-se assim à mil um intempéries que poderiam lançar-se sobre você, e não vacila no olhar. E  que olhar, não? não consigo imagina sua história de vida, és forte, muito forte para ser alguém sem tragédias com as quais lidar. Mas pelo jeito, ainda infantil em certos aspectos visto sua agressividade e inconsquência… Mas chega das digressões de um velho, não é mesmo? vamos ao que interessa. Queres finalizar a luta, pois bem, aqui estou.”

Nisso, pôs a perna direita levemente mais para a frente, inclinando minimamente seu torso, ficando assim na posição de defesa básica de seu “Sutairu Ofu Ha”. Com um movimento de impulso de sua mão jogou seu bastão para cima, segurando-o pelo meio dele então.

E esperou.

Já conhecia alguns movimentos de seu oponente, estava atento as suas mãos pelas quais antes havia atirado seu feixe de luz, e no menor indício de seu pulos iria aumentar exponencialmente os ventos na direção contrária, esperando que funcionasse ao menos com um empecilho a mais. Caso viesse em um combate frontal, estava pronto para usar seu ataque contra ele mesmo, habilmente refletindo a força do ataque de seu oponente e contra-atacando na mesma hora.
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Turno 7 - Qual era o nome do animal mesmo?

Mensagem  bensilva em Qui Nov 10, 2016 11:25 am

Seu coração se acalmou tempo o suficiente para aceitar as palavras do velho. Sua idade com certeza o impedia de ter vivência o suficiente ou maturidade para uma situação dessas. Olhava para sua mão segurando a Pyusaiko e ela balançava com o medo de Grey. Mesmo assim, recuar não era uma opção. Não se tratava mais dos Belly. Não se tratava de bem ou mal. Sabia que se desistisse sua mente voltaria ao Reino de Dor. Sabia que era melhor que isso. "Se eu tivesse um pouco mais de força ele jamais seria um problema...". Olhava para o homem: resoluto e de postura perfeita. Era a aparência da experiência real?

Botou seu pé direito para trás e segurou Stonehenge com suas duas mãos, balançando-a em circulo um pouco para aquecer as juntas enfraquecidas:

-Se eu recuasse agora, eu não poderia viver. Que tipo de guerreiro desiste de um desafio...?

Lembrou de Burford o cansando dia e noite com treinamento. Os músculos doendo, os ossos latejando. Lembrou da descoberta do seu poder antihumano. Do Dr. Khaki tentando lhe ensinar algo quanto a resistência física, mas muito mais preocupado com sua própria aparência. Dos garotos da vila e das poucas pessaos gentis com ele. Dos Desalmados e dos Anjos. Lembrou de tudo que dividu sua vida e do que a marcou.

Olhou para Alestorm e rangiu os dentes, suas mãos apertando a empunhadura da Stonehenge:

-COVARDIA SÓ ME LEVARIA DE VOLTA PARA O MEU REINO DE DOR! ENTÃO NÃO LIGO SE EU MORRER NA MÃO DE ALGUÉM COMO VOCÊ, POR QUE DAR UM PASSO PARA TRÁS SERIA O MESMO QUE MEU ESPÍRITO MORRER!

Era agora ou nunca. Suas pernas começaram a correr quase que por vontade própria em direção a Alestorm. "Agora ou nunca, agora ou nunca, AGORA OU NUNCA...!". Mais ou menos a 5 passos, girou a Stonehenge e pulou. Agora estava no ar girando com a espada, rumo a acertar Alestorm com esse golpe. "Eu nunca lembro o nome do animal que vi fazendo isso", pensou Grey.
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Turno 7 - Lembranças

Mensagem  mporto em Qui Nov 10, 2016 3:04 pm

Uma leve brisa afagou seu rosto, essa livre da influência de seus poderes.

Tudo agora parecia ocorrer em câmera lenta e via o garoto correndo em sua direção, frente a frente, numa linha reta. Gotículas de chuva, fracas agora, caiam por sobre os dois e se aglutinavam em seus cabelos e barba. Plic! vira e ouvira uma delas caindo de seu cabelo para sua bochecha acompanhando-a com seus olhos, sem mexer a cabeça. Voltou os olhos para o garoto que continuava a vir - destemido, irritado, um semblante forte de alguém que apostava todas as fichas em um ato final. Correndo, o garoto pisou com força em uma poça de água que havia sido formada com o tempo.

Splash. - Lembrou-se -

A água levantou-se e se esparramou vultuosamente quando cairá na poça de água. Estava bêbado, no auge de seus vinte e quatro anos, envolvido em mais uma briga de bar. A sua frente, mostrava-se claramente superior um velho, cabelos e barbas brancas, ralos, cego dos dois olhos. Uma grande cicatriz em seu olho esquerdo dava ao seu portador uma aura de imponência que destoava de sua idade e sua suposta incapacidade - Era o que tinha pensado naquele momento - Mas então o velho o derrotara, e mais que isso, o humilhara com sua força. Não havia tido chance contra ele, mas mesmo assim, ele estava lá, parado, sem atacar. Só atacou quando fora atacado e se estava caído agora, era culpa sua. Olhava-o do chão, o velho contra a luz do poste, Fujitora, seu nome. “És movido pelos instintos, criança. Vives apenas por ti mesmo, desconfia de tudo e de todos, e és forte, muito forte. E isso é uma combinação perigosa.” falara naquele momento, e após aquele encontro sua vida havia tomado outros rumos.

Splash.

Gostava de fato do garoto, decidira-se naquele instante. Via-se nele, eram parecidos, apenas diferenciados por alguns muitos anos vida.

Ele estava no ar agora, girando sua espada e mirando sua cabeça. Verticalmente, deixou o bastão cair por entre sua mão, segurando-o no último segundo pela ponta. Com a outra mão, segurou a outra extremidade e defendeu-se do golpe direto levantando o bastão na horizontal e segurando o impacto com seus pés. Achou que seria uma boa ideia, mas a realidade mostrou-se diferente. O garoto era absurdamente mais forte que o esperado, e suas pernas cederam um pouco antes dele retomar o controle. Uma lasca pequena do seu bastão de Kairyuseki caíra em seu rosto. O ferimento que havia sofrido no bar não saíra ileso desse ataque, e agora uma dor latejante lembrava-lhe dele constantemente. Tendo defendido-se do ataque direto, aos pés do garoto se encostarem no chão, tentou revolver-se por de trás dele utilizando um movimento de contra-ataque fluido, largando uma das extremidades do bastão e passando por detrás dele, após reerguendo o bastão e segurando a outra ponta por detrás dele. Esperava prender garoto e espada entre seu corpo e seu bastão, em uma forma de chave de braço, porém utilizando sua arma.
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Turno 8 - Todo objeto sofre o efeito da gravidade

Mensagem  bensilva em Sex Nov 11, 2016 1:36 pm

A confiança durou pouco e logo foi seguida por um gosto amargo de decepção. A pressão de Stonehenge pressionando contra o bastão do velho Alestorm foi o suficiente para Grey pairar no ar por tempo o suficiente para acreditar estar levitando. A sensação foi interrompida pelos rápidos movimentos de Alestorm e, não conseguindo acompanhar com os olhos, Grey foi flanqueado e preso pelo velho guerreiro. O bloco de concreto da Stonehenge colidiu com seu peito carregando uma força incrível e ele não conseguiu contér a forte tossida que deu. Sentiu um rangido assustador em seu peito em prelúdio a tosse e uma falta de ar crescente. O velho era resoluto e claramente tinha uma firmeza em sua técnica admirável. Grey riu um pouco com a tosse. A sua jovialidade de pensamento era demais para conseguir lidar com o nervosismo.

"Deixe o cérebro trabalhar, idiota", disse para si mesmo. Fechou os olhos e tentou achar a solução para aquilo.

Como fazer um ataque infalível? Ele é rápido mas tem um limite para isso. Com certeza não está no nível de um demônio. Isso quer dizer que existe uma trajetória máxima que ele pode percorrer. Se eu conseguir cobrir um raio de distância grande o suficiente... ele não escapará. É minha chance. Calculando a altura dele... os lugares não-letais seriam... Isso... ISSO!

Juntou o máximo de ar que podia e virou seu dedo direito para o torso do velho e deu um Tiro Espiritual. Quando se soltou do agarrão, virou se e demarcou toda a área da ruela com Tiros Espirituais. Fez um X que as bases começavam na altura dos pés de Alestorm e a altura equivalia a um poco mais que a do velho. Um, dois, três, quatro, cinco, seis... eventualmente vinte tiros espirituais saíram de suas mãos e as sentia queimando de dor e exceso de uso. Seu fôlego se perdia a cada tiro, cada vez mais. Suas pernas iam entortando e o suor começava a descer sua testa, frio e machucando a cabeça já ficando febril. Era um uso exaustivo de seu Pyusaiko - sabia disso -, mas era a solução para balancear o combate. Não queria que o velho morresse para aquilo, mas queria levá-lo a um estado de dor que quase fosse solidário ao seu.

Na distância, duas figuras de preto vinham voando em o que pareciam ser vassouras, para o espanto de Grey. Em suas mãos, o que pareciam ser gravetos deduziu ser varinhas, como havia visto naquela loja do Beco Diagonal. Pelo jeito eles haviam os avistado, embora estivessem ainda muito longe.

Sorriu de novo. O nervosismo era demais, a tremedeira era demais: o reino de dor chamava seu príncipe para mais um coma desconfortável. Ele não iria aceitar nada daquilo.
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Turno 8 - Sombras Mascaradas

Mensagem  mporto em Ter Nov 22, 2016 12:21 pm

https://www.youtube.com/watch?v=d5d0vBtwBK0

À meia luz dos postes enuviados do Beco Diagonal, o ambiente fora arrefecido repentinamente pelo surgir daquelas sombras mascaradas na cena. Além do que sua visão permitia, via-as apenas pelas suas silhuetas negras contrapostas contra um céu ainda mais negro. Contava duas delas, ou poderiam ser três, não sabia ao certo, mas estavam chegando cada vez mais perto e em uma velocidade impressionante. No momento em que cometera o erro crasso de se distrair no meio de uma batalha seu oponente aproveitara a oportunidade com maestria de alguém muito mais experiente que supora inicialmente e o atacara, atingindo-o com um feixe de energia na altura de seus ombros. Estava sangrando e com o braço direito com apenas metade de sua forca usual. Nisso, a criança desvencilhara-se de seus braços e com passos apressados colocara uma distância suficiente que o permitira lançar mais daqueles feixes - que agora conhecia demasiadamente bem para não querer ser atingido de novo - em todas as direções. Escapar daquela situação em seu estado atual não seria fácil, porém não de todo impossível. Já conhecia a velocidade com a qual os feixes viajavam, e a potência com a qual batiam. O único problema era a esperteza do garoto, que havia interseccionado os feixes de forma que abrangesse todo a área de seu corpo e assim fizesse com que tivesse que pensar muito rápido. Num átimo, acostumado do jeito que estava a situações como aquela, pensou: seu bastão de kairyuseki aguentava o impacto sem maiores estragos. Por isso, a tempo de se salvar de virar uma peneira, apoiou o bastão no chão e no momento exato necessário para aquilo dar certo, impulsionou-se para cima através da força de seus braços contra o bastão, invertendo-se de cabeça para baixo durante alguns instantes pelos quais os feixos atravessaram aonde antes estava seu corpo. Devido aos ferimentos anteriores no seu ombro, vacilou em sua postura caindo ao chão após desequilibrar-se.

         Ao voltar a ficar de pé, um grito estridente vindo de algum ponto além da rua em que estavam gritou: - “Comensais da Morte!”. Não gostara de como soara aquilo, nem do desespero contido na voz. Outra voz gritou, agora na própria rua em que estavam: - “Saiam daí, são eles!” e fechou o restante da cortina pela qual pelo jeito estava até antes, na surdina, observando a luta. Estavam cada vez mais perto agora - perto demais. Caçoadas em voz alta faziam-se ouvir, risadas e berros enlouquecidos vinham das figuras disformes adiante, e vindo da direção deles veio também alguma coisa emitindo estranhos lampejos brilhantes, e um estrondo alto que iluminou de verde a névoa em que estavam envolvidos. Não poderia saber  o efeito daqueles raios, mas de alguma forma percebia-os como mortais. Havia ouvido histórias sobre aqueles comensais, e agora a situação havia mudado completamente. Olhou de volta para seu oponente, que ofegava forte dado o claro abuso de sua força que lançar esse último ataque havia demandado. A explosão verde havia caído a poucos metros dali, e as figuras de pretos claramente se mostravam agressivas aos dois. Assegurou-se de sair na frente naquela disputa de três lados opostos. Concentrando-se mais do que o normal, elevou o patamar da arena em que estavam, fechando novamente uma neblina densa em todo o campo, e trazendo nuvens de tempestades pesadas, que relampeavam de forma ininterrupta transpassando nuvens a nuvens com clarões elétricos de mais um dez milhões de volts, aliado a ventos de mais de 200km/h, o que visivelmente pegou de surpresa os novos atacantes que estavam no ar, e lancou-os contra as paredes dos prédios mais altos de cinco andares. Os ventos também vinha de forma contrária ao garoto, criando um túnel de vento que o impedia de se mexer quase de forma absoluta, precisando de sua força para manter-se no lugar. Adequando a densidade do ar, sua umidade, e com os altos ventos presentes, gritou de forma que imponente, tendo seu grito propagado muito mais que um ser humano comum poderia, devido as condições do ar:

“Chega dessa brincadeira tola, criança. Já fui irresponsável demais em ter levado isso adiante, e pessoas foram colocadas em perigo por causa disso. Não mais me ataque, pois meu problema é com outros, fuja daqui. Mas saiba que decidir continuar com essa luta sem sentido, as coisas não acabaram bem para ti. Estes aliados da escuridão enfrentarão aquele que outrora fora conhecido como Alestorm, Tormenta de Raios.”

          Nisso, ao findar de sua fala, quando ainda sua voz ainda ecoava no ambiente, um trovão reluziu tudo ao redor quando caiu em um piscar de olhos aonde um dos comensais havia se chocado contra a parede, e caído segundos antes. Com certeza, seja lá quem fosse que estivesse por detrás daquela máscara da morte, não iria incomodar mais.

          O ambiente estava caótico, seu ferimento sangrava e começava a sugar suas forças, mas estava longe de ser abatido. Estava apenas começando.
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Turno 9 - Apaguem as luzes

Mensagem  bensilva em Qua Nov 23, 2016 2:05 pm

Os músculos das costas cediam pouco a pouco na medida que Grey tentava se mover. Encarava a reação do velho, a sua esquiva e o machucado recém aberto pelo Tiro Espiritual. Depois de tanto esforço, finalmente uma ferida havia sido aberta.

Seu joelho foi sozinho para o chão e se viu incapaz de levantá-lo no momento. Ofegou por um tempo e observou as figuras vindo na distância em vassouras. E então toda a comoção ocorreu. Os raios, a neblina e as palavras irritadas de Alestorm. "Talvez a luta tenha acabado de vez mesmo".

Os raios ecoaram e a neblina dificultava a visão dos olhos já cansados de Grey. A comoção e barulhos se misturavam um pouco em sua cabeça que agora latejava. Achou estar febril mas sabia que era o sangue demoníaco fervendo. Toda sua pele estava muito quente. Sentia a neblina condensado em seus braços e os pingos escorrendo e se misturando com o suor. Então, por meio da fumaça e neblina, saiu uma das figuras em sua direção.

Sua aparência era terrível, como se não dormisse e tivesse sido açoitado pela vida até aquele ponto e então solto para o mundo. Agora ele investia contra Grey. "Onde é que está a Stonehenge?", pensou olhando ao redor. Viu ela a dois passos de distância de seu pé esquerdo e correu em sua direção. Foi realmente um bom momento para ser canhoto. Pegou a espada pela empunhadura e girou ela para a esquerda com o corpo inteiro. O bruxo esquivou voando para a direita e circulando ele. Tomou sua distância e investiu contra Grey novamente, berrando palavras que o garoto não compreendeu. Então um feixe verde de luz saiu da varinha na mão do homem. Grey colocou a Stonehenge em sua frente e partes do concreto da espada saíram voando, criando um buraco e rachaduras na espada. Não era certo, mas sabia que ela estava consideravelmente mais leve. Viu as pedras de concreto que saíram da espada caindo no chão ao seu redor. A espada vibrava involuntariamente na mão do garoto.

O bruxo voou novamente e veio de cima, berrando as mesmas palavras. O mesmo feixe de luz veio em direção e Grey se colocou de joelho segurando a Stonehenge acima de sua cabeça, apoaiando o peso da espada em sua mão direita aberta e esquerda cerrada, que segurava a espada pela empunhadura.

Olhou para cima e viu pedaços da espada voando e ela rachando cada vez mais. Não sabia que tipo de poder era aquele, mas era capaz de destruir uma Pyusaiko, coisa que o bastão do velho não tinha nem chego perto de conseguir. Não aguentou o suor escorrendo em sua cara e olhou para baixo. Seu corpo já estava realmente muito quente. Sentia que sua roupa lentamente queimava, como um ferro de passar roupa esquecido no algodão e seu joelho derretia os resquicios de neve e eventualmente o evaporava, fazendo a água virar parte da neblina. Então seu suor também começou a evaporar e via que fumaça emanava de sua pele. Que calor implacável vinha do seu sangue. Então a magia parou e o bruxo passava de novo por Grey, agora voando em direção ao horizonte de sua visão. Não deixaria por isso.

Mirou seu dedo e deu mais três Tiros Espirituais em direção ao bruxo. Dois acertaram e viu o bruxo caindo da vassoura e batendo de cabeça primeiro no chão, o pescoço entortando a ponto de ter certeza que não deveria dobrar tanto. O homem na vassoura caiu e ficou. Grey respirou aliviado e ao apoiar a Stonehenge no chão, a espada se partiu em dezenas de pedaços e o braço de Grey voltou para o lado do corpo do garoto, ainda segurando a bainha da espada colossal. "Bem, pelo menos um já foi".

De suas costas ouviu um berro estridente e desesperado:

-AVADA KEDAVRA!

E antes que pudesse virar, sentiu uma dor terrível nas costas e seu corpo parecia pegar fogo. Seus olhos foram escurecendo e sentiu um gosto novo. A saliva que acumulava em sua boca começou a vazar na lateral de seus lábios e uma última tossida saiu tão fraca quanto um paciente terminal. Sua cabeça começou a amolecer e o resto de seu corpo seguiu o ritmo, enquanto Grey caía lentamente para frente até que a queda se tornou subita e o corpo fez um som abafado contra o chão. Vapor saía cada vez menos de seu corpo. Seus olhos se tornaram brancos e não fechavam mais. Sua expressão era uma mistura agora eternizada de pavor e confusão.
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Turno 9 - O Amanhecer

Mensagem  mporto em Qua Dez 07, 2016 12:57 pm

Vira tudo acontecer como num piscar de olhos. Os outros dois comensais saindo da névoa. A luta do garoto contra um deles. Um outro comensal vir por detrás do garoto e suas palavras. E então, o clarão verde. O corpo do garoto se estremeceu como um gato arrepiado, ficando rígido alguns instantes e caiu ao chão lentamente.

Isso o deixara profundamente irritado, aquele era seu oponente e estavam no meio de uma luta. Mas, muito maior que isso, haviam-no atacado pelas costas e isso ia contra tudo que qualquer um minimamente integro acreditava. De forma meio inconsequente, correu até eles de forma abrupta, segurando fortemente seu bastão em suas mãos.

Sabia ele que estaria em desvantagem em uma luta a distância. Estava ligeiramente fatigado de usar seus poderes, e mesmo assim acreditava que seria difícil acertar um deles no ar com um raio, caso eles saíssem do chão e começassem a voar. Por isso, manteria a luta no chão, no corpo a corpo, onde aqueles criminosos repugnantes claramente não possuíam experiência.

Enquanto corria, formou - esperava que esta fosse a última vez - seu Rage Winds, criando um um túnel de vento fortíssimo contra seus oponentes. Nisso, ao perceber aquela alteração do fluxo dos ventos exponencialmente em segundos, o comensal da morte faltante olhou e percebeu que era ele, Alestorm, o responsável por aquele clima estranho predominante no local. Mas era tarde demais: seu destino já estava decidido. Faltando alguns poucos passos, saltou longamente no ar, tendo sua distância percorrida aumentada por estar no meio dos ventos, e estes estarem em seu favor. Formando uma parábola entre si e o comensal, caiu, direcionando todo o impacto de sua queda, de sua força, da situação inteira que havia acometido-se ali para seu bastão, com o qual cravou na fronte do rosto mascarado. Com o corpo caído ao chão, a máscara dentro das negras festas se quebrou.

E ele ficou ali parado, em pé, minutos. O tempo se acalmando aos poucos, com apenas resquícios do tempo atribulado daquilo que - agora - parecia ser apenas um sonho. Um café tomado, um ataque, e tudo que viera depois. Nuvens carregadas se afastavam lembrando-o de como era estar ao mar no findar de uma tempestade. Já estava amanhecendo a essa altura, com o sol despontando no horizonte.

E o corpo do garoto imóvel, desfalecido ao seu lado.
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Re: Luta #8 Grey, o Anti de Wolfrun X Alestorm Maltivus

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